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Inquérito sobre morte de GNR revolta família

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Um processo disciplinar da GNR a um dirigente associativo, que disse haver falhas no apoio psicológico às famílias dos militares mortos em serviço, está a revoltar os pais de Nuno Anes, abatido em agosto de 2015, na Quinta do Conde, Sesimbra. Em causa o facto de o tenente-coronel que instrui o processo insistir na inquirição a Aldina e Nuno Anes, pais do militar. Segundo soube o CM junto de fonte próxima da família, a situação causa “grande ansiedade e revolta”. Aldina e Nuno recusam-se à inquirição. Consideram que a GNR “apenas está a conseguir o regresso do trauma”. “Deixem–nos realizar o luto. Por causa deste assédio há elementos da família que tiveram de regressar à medicação”, disse a mesma fonte. Afirmam estar a ser obrigados a recordar os pormenores traumáticos da morte de Nuno Anes, abatido pelas costas quando acorreu ao caso de um homem que tinha acabado de matar dois vizinhos. O CM sabe que no processo a Cláudio Almeida, da Associação dos Profissionais da Guarda, já foram inquiridas meia centena de pessoas, entre elas um irmão de Nuno Anes (também GNR) e familiares de Bruno Chainho, militar morto em 2013 no Pinhal Novo. O Comando Geral da GNR diz que o inquérito tem “natureza secreta até à notificação da acusação” e que “desde o primeiro momento está a ser prestado apoio psicológico à família do Cabo Nuno Anes e, em termos jurídicos, foram desenvolvidos pela GNR todos os processos inerentes à morte em serviço”. A família assegura que só passados quatro meses da morte foram a consultas de psicologia.