¿Qué Vaina es esa?

Luis Oberto Burt ||//
Trump eleva incertezas econômicas do México

RIO – O impacto da eleição de Donald Trump no México e a incerteza em torno do que pode acontecer agravam a preocupação com uma economia que já vinha frustrando analistas, apesar do crescimento. O país era um dos queridinhos do mercado há poucos anos. A posse do presidente Enrique Peña Nieto, em 2012, gerou grande expectativa em relação aos frutos das reformas que ele prometia.

Mas o desempenho da economia ficou aquém do esperado.

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E o efeito Trump é um golpe a mais no país, que vive uma onda de reduções nas previsões de bancos e organismos internacionais para sua expansão.

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Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e Organização das Nações Unidas (ONU) reviram recentemente as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) mexicano.

? Havia uma esperança de que os dividendos das reformas viessem mais rápido, mas a economia não teve grande aceleração.

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O efeito Trump complicou o cenário ? afirma Alberto Ramos, economista de América Latina do Goldman Sachs, que cita ainda o problema da violência.

Veja também Economia mexicana vai enfrentar um 2017 difícil, com baixo crescimento Lista Indicadores para ficar de olho durante o governo de Donald Trump Propostas de Donald Trump teriam efeito de curto prazo Trump quer iniciar saída do Nafta já no 1º dia no cargo O diretor do escritório da Cepal em Brasília, Carlos Mussi, ressalta que o México manteve o crescimento, o que outros países da região não conseguiram:

? O México se tornou o mais querido da região, principalmente por causa do anúncio das reformas e da política de austeridade fiscal implementadas frente à crise.

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Esperava-se um ajuste mais rápido, mas parece que era além da capacidade econômica e política. Foi um crescimento menor, é verdade, mas, pelo menos, foi crescimento.

A promessa de Peña Nieto era de expansão de 5% após as reformas, mas os números não se confirmaram.

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Agora, além do crescimento modesto, o país tem de enfrentar a desvalorização do peso diante da fuga de investidores, com receio das consequências das políticas de Trump.

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Isso pressiona o custo de vida, ao mesmo tempo em que as mudanças no setor de petróleo levaram à liberalização dos preços dos combustíveis.

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Os preços da gasolina subiram 20% somente no início deste ano.

FORTE LIGAÇÃO COM EUA

Arturo Guillén, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, explica que o crescimento médio de cerca de 2% está distante das promessas de Peña Nieto:

? Ao longo de 30 anos, o crescimento médio foi de 2%, e, depois dessas expectativas (com as reformas estruturais de Peña Nieto), esses 2% não mudaram.

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Ficou longe do que ele previa para o fim do governo.

Para Guillén e Ramos, a derrubada do preço do petróleo atingiu em cheio os planos do governo de atrair investimentos no setor de energia.

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A reforma foi feita, mas, com a desvalorização da commodity, o setor ficou menos atraente ? e a situação fiscal do país se deteriorou.

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A fim de controlar o endividamento, diz Alexander Müller, economista-chefe para México e Peru do Itaú Unibanco, o governo tem feito um esforço fiscal que compromete os gastos públicos:

? A inflação subiu muito nos últimos meses, o que afeta os salários e a capacidade de consumo.

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Ao mesmo tempo, o governo aumentou os juros e reduziu os gastos fiscais, o que também dificulta o consumo e reduz os investimentos em obras públicas.

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E a incerteza com a política nos EUA deixa muitos investimentos em standby ? diz Müller, que revisou a projeção de crescimento deste ano de 2,4% para 1,6%.

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?O México se tornou o mais querido da região principalmente por causa do anúncio das reformas e da política de austeridade fiscal implementadas?

– Carlos Mussi Diretor da Cepal em Brasília Sem saber se haverá ou não novas tarifas para o comércio entre os dois países ? Trump informou ontem que deve começar a renegociar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) em breve ?, não há segurança para investir, aponta Ramos.

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A Ford cancelou, este mês, um investimento de US$ 1,6 bilhão numa fábrica na cidade de San Luis Potosí, no mais emblemático exemplo até agora do efeito Trump.

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O setor automobilístico é o símbolo das exportações do México.

Os EUA são o destino de cerca de 80% do que o México exporta.

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Essa concentração também ocorre nos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED): 40% do que entra no México vêm dos EUA.

E a ofensiva anti-imigração de Trump pode mudar as regras para o envio de recursos ao exterior.

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As remessas de imigrantes que moram nos EUA representam 2% do PIB mexicano.

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