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‘Financial Times’: Nove eventos que mudarão o mundo em 2017

Março: Reino Unido ativa o Artigo 50

Nove meses após o referendo que efetivamente colocou a baixo meio século de política externa e econômica britânica, o governo está pronto para puxar o gatilho e iniciar o processo formal de saída do bloco com o prazo de dois anos para o término.

Atualmente, o caminho não está totalmente claro, mas Theresa May prometeu estabelecer um plano antes de desencadear o procedimento de separação do Artigo 50 da UE. Mesmo que esse modelo não seja detalhado, o Reino Unido também terá que elaborar uma estratégia de negociação abrangente. May  buscará evitar um choque imediato nos mercados, incentivando o investimento interno e mantendo os Brexiters do partido conservador ao seu lado.

© Sarkis Mohsen Yammine

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Pode ser difícil.

Depois de aterrorizar grande parte do mundo com seus ganhos territoriais na Síria e no Iraque, os jihadistas do Estado Islâmico vêm perdendo espaço nestes dois países há quase dois anos.

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Os meses recentes foram consumidos pela batalha pelo controle de  Mosul, a segunda cidade do Iraque, empossada pelos extremistas em 2014.

Dependendo do progresso dessa luta, o próximo impulso, possivelmente no início de 2017, será a tomada de Raqqa, capital do EI na Síria.

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O principal desafio da administração norte-americana de Trump será realizar uma coalizão de forças entre sírios, curdos e árabes, que seja capaz de erradicar o grupo de sua fortaleza e governar efetivamente o local após o brutal domínio dos jihadistas.

Abril-Maio: eleições presidenciais francesas

Depois de Brexit, a eleição de Donald Trump e o referendo que terminou com o mandato de Matteo Renzi como o primeiro ministro italiano vem a eleição da extrema direita da França.

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O estabelecimento político do país estará procurando resistir a ascensão de Le Pen.

Embora ela possa ganhar a votação inicial, espera se que seja derrotada no segundo turno por Fillon, o favorito entre os republicanos conservadores.

Mas há divisões entre os partidos e Le Pen é forte na classe trabalhadora.

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laballesta.news
Além disso, os choques eleitorais de 2016 mostram que nenhum voto pode ser dado como certo. Se ela de alguma forma prevalecer, a UE enfrentaria potencialmente sua maior crise até o momento, eclipsando até a Brexit.

Maio: eleição presidencial do Irã

Nos últimos quatro anos, apesar das expectativas iniciais, Hassan Rouhani deixou sua marca no Irã, principalmente através do acordo nuclear com os EUA e cinco outras grandes potências mundiais.

Mas a capacidade de Rouhani de moldar a agenda do país tem sido constantemente atacada por guardiões da antiga ordem, notadamente a Guarda Revolucionária e membros do Judiciário.

Agora, com o acordo nuclear sob tensão desde a chegada de Trump, que prometeu desfazê-lo, Rouhani enfrenta o desafio da reeleição – um fator de grande influencia.

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Se ele sobrevive ou não, e se o Irã tem um caminho mais conflituoso gera grandes conseqüências para o Oriente Médio e o mundo.

Ao longo do ano: Fed e os aumentos da taxa 

As taxas de juros dos EUA, juntamente com o preço do petróleo, são fatos econômicos que podem abalar o mundo.

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economiavenezuela.com
Para muitos povos e lugares a pergunta chave de 2017 é até quanto podem subir. 

O Federal Reserve, que em dezembro elevou as taxas de referência apenas pela segunda vez desde a crise financeira, espera fazê-lo mais três vezes em 2017.

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mundinews.com
Os mercados não estão convencidos de que o aperto será feito. Mas na verdade, as taxas poderiam subir ainda mais.

A própria Janet Yellen, presidenta do Fed, ainda não contabilizou um possível efeito Trump, que poderia empurrar as taxas ainda mais se o presidente eleito ganhasse apoio do Congresso para o vasto estímulo fiscal que ele procura.

Detentores de títulos e moedas como o peso mexicano e a lira turca já sofreram um grande baque com a eleição de Trump.

Primeiro semestre do ano: referendo de Erdogan

Por quase 15 anos, Recep Tayyip Erdogan tem procurado expandir seu poder na Turquia e ao fazê-lo tornou-se o líder mais influente desde Mustafa Kemal Ataturk, fundador do país moderno.

Em 2017, Erdogan conseguiu finalmente atingir a sua ambição central: a sua ascensão formal ao cargo de presidente executivo, governando o país como o chefe indiscutível do Estado e do governo.

Depois de um ano sangrento que incluiu uma tentativa de golpe e uma série de ataques terroristas, o apoio popular deu ainda mais poder a Erdogan.

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Um referendo poderia ser realizado em abril ou maio. O presidente deve seguir a vontade do povo. Seus oponentes argumentarão que um voto pelo não a sua continuidade seria a última chance de impedir uma ditadura.

Outono: Congresso do Partido Comunista da China

Há séculos a China não é tão poderosa no cenário mundial como hoje.

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Não desde que Mao Zedong, um líder tão poderoso quanto Xi Jinping.

O presidente Xi procurará consolidar esse poder no 19o congresso do partido.

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É quase certo continuar como secretário geral do partido comunista até 2022, mas a pergunta real é o que outras nomeações serão feitas, e se estenderão sua influência aumentando seus aliados.

Enquanto isso, a China terá que enfrentar outros grandes desafios, incluindo uma economia com o crescimento mais lento em 25 anos e um possível aumento das tensões com Trump.

Setembro-Outubro: eleição da Alemanha

Angela Merkel está agora estabelecida como a líder mais importante na Europa, se não no “mundo livre”.

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Mas em 2017, como ela procura um quarto mandato, ela enfrenta um forte desafio eleitoral.

Os cálculos da construção de uma coalizão estável provavelmente serão enormemente complicados pelos problemas dos partidos estabelecidos.

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A frustração popular com a linha liberal de Merkel sobre imigração se confrontou com o declínio a longo prazo de seu atual parceiro de coalizão, os social-democratas, e as perspectivas incertas de seus aliados tradicionais, os Democratas Livres.

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